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domingo, 12 de outubro de 2008

Desabafo

   O tempo pode curar a dor que eu sinto, mas não vai apagar as lembranças que trago em minha mente.  Pode fazer com que o vazio, as noites mal dormidas chorando em silêncio, o desânimo pareçam pertencer a outra vida, mas não vão sumir com as cicatrizes do meu coração. Os dias podem até passar e me fazer me envolver com outras pessoas, mas nunca vão me fazer esquecer aquele beijo. Posso até viver uma vida normal, livre, mas sempre em dias como este, irei me fechar no meu mundo de melancolia.

   

   Devia não ligar mais para isso, esquecer, tocar a bola para frente, mas não consigo. A mágoa ainda é grande e, por mais que eu não queira senti-la, ela ainda permanece e me corrói por dentro. De repente tudo perde a cor, tudo parece sem sentido... eu me sinto como naquele dia infeliz: perdida. Os fantasmas daquele dia voltam a me assombrar e não me deixam tranqüila. Vivo mil dilemas imaginários, coisas simples, como desejar feliz aniversário parecem um suplício. Não sei o que faço, o que falo e isso me mata! Por que tem que ser tão pesado, tão difícil esquecer uma história que não deu certo? Tantas pessoas conseguem, vivem felizes e nem ligam para o que o outro está fazendo! Por que eu não sou uma delas? Por que sempre que eu olho para ele sinto uma infinita vontade de chorar, meu estômago revira e o meu coração dispara? Por que não posso ter os mesmos olhos frios que ele possui pelo menos por um segundo? Já faz um ano, era para está tudo acabado, mas não está, não para mim.

   As lembranças ainda vêm, os sonhos ainda aparecem e parecem ter um significado oculto em seus símbolos. Meus olhos ainda o contemplam, mesmo que sem querer. Meu sentimento é uma mistura de cores e sabores. Tudo é incerto.

   E assim repousa meu tormento... amanhã ele passa, tudo adormece, acalma.  E numa próxima vez reaparece...

     Essas linhas que escrevo são alternativas para me livrar de todas essas sensações perturbadoras...


    Espero que daqui a algum tempo possa olhar para esse texto e respirar aliviada, porque enfim, tudo vai ser definitivamente passado.

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