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quinta-feira, 14 de agosto de 2025

Tudo começou com um pé quebrado...

É... eu tenho essa mania de guardar datas de acontecimentos aleatórios… Claro que fraturar o 5 metatarso do pé direito não pode ser considerado exatamente uma aleatoriedade, mas dificilmente seria considerado um grande ponto de virada. Pra mim, contudo, esse pequeno acontecimento foi um marcador importante para aquele momento e também um prenúncio do que eu precisaria lidar dali pra frente: o inesperado.

Antes da queda, estava tudo cronometrado: almoço, entregar documentos, terminar pendências de trabalho, voltar pra casa, dormir, treinar corrida no dia seguinte… nunca imaginaria que o meu dia terminaria deitada, usando uma bota ortopédica e ordens médicas para não pisar por 2 semanas. Assim como nunca imaginei as coisas que me atravessariam naqueles próximos meses

Uma sucessão de inesperados que partiram o meu coração, mas que também que o aqueceram de maneiras nunca antes experimentadas!

Laços que se esticaram, mas que voltaram ainda mais fortes!

Amores que foram ressignificados e outros que nasceram onde nunca imaginei!

Caos e paz.

Silêncio e som.

E eu dançando em meio deles, e escrevendo as linhas da história da minha vida.

Eu, escritora que sou, finalmente aprendi a apreciar os plot twists da minha vida!

(mas ainda estou evitando escadas)


quinta-feira, 12 de junho de 2025

Alicante



Enquanto eu olhava o mar mediterrâneo, do alto de um dos lugares mais lindos que já estive, me deu vontade de pesquisar a distância daqui até a Niterói. Mais de 8 mil quilômetros separam o chão que estou pisando do piso do meu apartamento.

Às vezes é bizarro pensar que eu de fato atravessei o oceano pra estar aqui. Um baita privilégio, é verdade! Algo pelo qual eu fui e serei eternamente grata, mas há de ter coragem pra desbravar outros lugares, descobrir outros mundos e se descobrir também.

É interessante pensar que a Mariana que partiu há 2 semanas não é a mesma que vai voltar. Parece que o tempo tem outra medida quando estamos no modo desbravador, é como se vivêssemos uma vida em 7, 15, 20 dias. Como se uma outra versão fosse gestada e nascesse ao longo dos dias

Lembro quando observava o horizonte da sacada do apartamento que morava na minha cidade natal. O vai-e-vem dos carros que saíam e chegavam na cidade e a certeza de que o mundo ia muito mais além do que aquilo que meus olhos viam

Agora eu observo o sol se pôr-do-sol entre as palmeiras em uma praia mediterrânea

Quantas vidas eu vivi até aqui?

Quantas eu ainda vou viver até o próximo lugar?

O próximo aeroporto?

O próximo amor?

Não sei ainda

A única coisa que tenho certeza é que essa alma viajante sempre vai caminhar ao encontro do próximo destino.


(E não estou só falando de um local no mapa)