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sábado, 19 de janeiro de 2013

Catarse


Acho que já tive mais facilidade em escrever sobre o que eu sinto. Agora é como se eu tivesse tudo fervilhando dentro de mim, mas de alguma forma eu não conseguisse colocar pra fora. Sai tudo desconexo, confuso... talvez como eu esteja neste momento.

  Tenho andado meio inconstante, tenho momentos de extrema animação e otimismo e outros em que o desânimo toma conta de mim. Esses antagonismos constantes acabam por me enlouquecer, tirar meu sono e a minha paz.

  Fico lembrando em como era mais fácil no passado, naqueles anos não tão distantes assim. Aos 15, 16 anos tudo era leve e descomplicado. Claro que eu não enxergava assim, é típico do adolescente fazer tempestade em copo d'água. Se eu soubesse o que a vida "de gente grande" me traria, eu não teria me preocupado tanto com coisas irrisórias. Claro, não tem só coisa ruim: a independência conquistada é muito boa. As inseguranças juvenis também diminuem e o medo de mostrar a nossa verdadeira personalidade também se vai. Mas sair da adolescência é também deixar o conforto, da casca do ovo, do casulo ou qualquer outra metáfora do gênero. É dar a cara a tapa, encarar de frente as situações e tomar decisões, nem sempre tão simples, assumindo seus riscos e consequências.

   Geralmente essa é a sensação dos "vinte e ou poucos anos", mas há tantos "adultescentes" de 30, 40 anos que idade não deve ser um indicador pra isso. O fato é que todos nós temos sonhos, ambições mas ao mesmo tempo um medo imenso de dar tudo errado. Então vamos empurrando com a barriga, postergando, agindo como típicos adolescentes, como se tivéssemos ainda muito tempo para decidir o nosso futuro. Não, não temos. O futuro é agora e o tempo passa numa velocidade inacreditável! Logo tudo será passado e, ao olhar para trás, eu não quero sentir arrependimento e frustração do que eu poderia ter feito e não fiz. Nem tudo dá pra voltar atrás, o timing de algumas coisas quando perdido, já era!

   Esse é o meu presente, meus dilemas e angústias. Se eu tivesse o poder da vidência e conseguisse ver meu futuro, poderia dar um final digno a esse texto. Mas, pensando bem, é melhor assim; se a gente não gosta de spoiler de filme/série/livro, imagina da nossa própria vida?